5 LIÇÕES SOBRE COMO EMPREENDER NA CRISE

Nos últimos meses, o corona vírus causou uma das mais severas crises econômicas no mundo. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em maio de 2020, 12,7 milhões de brasileiros ficaram desempregados. Neste momento, optar por se reinventar com novas ideias de negócios e buscar oportunidades no mercado foi uma alternativa para a maioria.

Pensando nisso, Marcelo Moscofian, CEO do Café Santa Monica, empresa brasileira referência e pioneira na cultura cafeeira gourmet, elaborou cinco importantes lições sobre empreendedorismo na crise. Confira abaixo.

Seja criativo
Criar um negócio durante uma situação econômica de instabilidade, segundo Moscofian, requer uma conexão entre criatividade e inovação. “A maioria das ideias podem surgir com insights, brainstormings e estudos de concorrência. Além disso, ampliar o repertório, acompanhar o mercado e abrir espaço para ações alternativas permitem encontrar os caminhos da sua nova marca para desdobrar isso em diferenciais, produtos e outros serviços”, comenta.

Invista no ambiente virtual
“A migração das empresas para as plataformas digitais já estava acontecendo de maneira acelerada, e a pandemia viabilizou que as marcas apostassem fortemente nessa área. É importante considerar tais canais no planejamento inicial do empreendimento, construindo o digital como um pilar dentro da marca, de modo a criar uma empresa omnichannel”, destaca o CEO, que viu o faturamento do e-commerce da marca ampliar em 300% no início da crise de Covid-19.

Fechar parcerias é incentivar
Para Moscofian, fazer parte de uma comunidade ajuda a impulsionar o negócio para trocar experiências e construir um network de qualidade. “As redes de empreendedores existem em todos os setores, essa colaboração estimula força e caminhos coletivos alternativos, além de ser indispensável em contextos de crise”, enfatiza.

A gestão é fundamental
Uma nova empresa requer estratégia, planejamento financeiro e um fluxo de caixa controlado desde o início. É essencial visualizar o cenário atual para garantir que todos esses elementos sejam considerados por meio de uma boa gestão. “Além disso, engana-se quem pensa que por ser empreendedor trabalhará menos. O início de qualquer negócio exige dedicação full time de cada fundador. Ele é o pilar de seu próprio negócio e deve conhecer todos os processos e etapas do empreendimento, para que no futuro, com o crescimento da empresa, ele saiba delegar. Gestão de pessoas também é essencial para que uma marca dê certo”, ressalta.

Não fique em cima do muro!
Empreender demanda tomar decisões, e o começo é a época em que isso poderá acontecer com certa frequência. O CEO do Café Santa Monica aponta: “O importante é não desistir e não parar no meio do caminho. É primordial entender a situação, visualizar as opções e optar pela melhor opção para estruturar o negócio”.
Fonte: Empreendedor

CONTABILIDADE EXIGE ESTUDO CONSTANTE

A Contabilidade é uma ciência social que estuda o registro, orientação e o controle do patrimônio visando fornecer informações úteis aos seus usuários. O Profissional da contabilidade tem que está atualizado e cético a tudo que gira em torno do patrimônio e para isso não pode ficar restrito a conhecimentos adquirido em graduação, pós-graduação e outras qualificações reconhecidas oficialmente pelo MEC.

Exige-se desse profissional um conhecimento multidisciplinar. Conhecimento amplo do negócio na qual será feito o trabalho da contabilidade.

Este conhecimento vai além de uma análise de balanços, elaboração de demonstrações contábeis, obrigações acessórias, controle patrimonial e etc. Ele precisa está atento a mudanças na legislação; Conhecimento robusto de algumas ramificações do direito, como o Direito Eleitoral (período de eleições), tributário, trabalhista, previdenciário, empresarial, civil; Conhecimento de administração: logística, RH, financeira, materiais, marketing; Conhecimento de Arquivologia (Afinal, sem organização o profissional pode colocar tudo a perder.); Conhecimento de economia: entendimento do cenário econômico brasileiro e Mundial; Conhecimentos de Psicologia; e por fim, o mais importante de todos, Conhecimento de mundo. Neste último, o profissional da contabilidade consegue solucionar problemas complexos de forma serena, tranquila e sem muitas complicações.

Não adianta achar que certificado de conclusão de cursos, quer seja graduação, quer seja PHD vai deixar o profissional apto a exercer com afinco a profissão e passar a confiança necessária ao usuário da contabilidade. Ele tem que ter estudo constante, não se pode achar que a conclusão de curso vai transformar um profissional capacitado. Na linguagem popular, “O Profissional da contabilidade vai morrer estudando.” Estudo diário e intenso. Se não gosta de estudar, ler, pesquisar não adianta continuar na profissão contábil. Cada dia que passa surgem novos profissionais dispostos a se diferenciar no mercado e aos antigos dispostos a manter o seu poderio intelectual e seus clientes.

Portanto, Amar estudar. Aproveitar tempo livre para leitura sobre o mundo dos negócios e desenvolvimento pessoal. Estudar o tempo todo não levará a insanidade mental, mas sim a um profissional diferenciado e respeitado no mercado sempre com um importante intuito agregar valor às pessoas e contribuir para o desenvolvimento econômico.

Fonte: Rafael Góis

COM BLACK FRIDAY, VENDAS DO VAREJO DEVEM CRESCER 3% EM NOVEMBRO

A FecomercioSP prevê aumento de até 3% nas vendas do comércio varejista em novembro comparada ao mesmo período do ano passado, principalmente em supermercados e materiais de construção. Segundo a entidade, o aumento deve ser puxado pela Black Friday, que acontecerá no dia 27 de novembro.

A data servirá como um termômetro para as compras de Natal, que, segundo a federação, também devem registrar crescimento neste ano. Se as previsões se confirmarem, o varejo terminará o ano com uma queda de 3%, um cenário melhor do que o previsto no início da pandemia da covid-19.

Apesar das previsões otimistas da entidade em relação à Black Friday, a FecomercioSP avalia que a abertura gradativa dos estabelecimentos não será suficiente para recuperar as perdas do setor este ano. “O grau de incertezas em relação à economia ainda é grande, principalmente em relação às variáveis de emprego e renda”, disse a entidade.

Para potencializar o faturamento na Black Friday, a entidade orienta que os estabelecimentos coloquem em prática planos de fidelização de clientes e descontos em produtos – que costumam ser as principais ações do varejo para a data -, considerando um cenário de aumento do desemprego e redução paralela na renda e também na confiança dos consumidores.

No entanto, a federação alerta para que não comprometam as margens de lucro. “Isso significa dizer que, para ter um bom resultado ao fim do mês, eles devem ir às contas: mensurar custos, checar o estoque antecipadamente e planejar a gestão de fornecedores para, só então, estipular os descontos que podem oferecer. Caso contrário, corre-se o risco de vender a preços muito baixos para atrair a demanda da Black Friday e contabilizar prejuízos depois que a data passar”, recomenda a entidade.

A gestão de estoques deve dar a tônica dos bons resultados do setor nesta Black Friday: conceder descontos aos produtos que estão parados ou com baixo giro é a principal estratégia para lucrar na data, orienta a assessoria técnica da entidade. Outro alerta é em relação ao frete grátis, prática comum nessa época do ano. Em um período no qual muitos varejistas tiveram dificuldades no fluxo de caixa, assumir esse custo para vender mais pode significar perdas substanciais.

Segundo a FecomercioSP, é importante principalmente para o varejo físico que os protocolos sanitários em meio à pandemia continuem sendo praticados, como limitação no fluxo de pessoas, medição de temperatura e disponibilização de álcool em gel. No caso do e-commerce, medidas como atendimento agendado e serviço de entrega em esquema drive-thru também devem permanecer durante a Black Friday.
Fonte: Diário do Comércio

ICMS: O QUE MUDA EM 2021?

Com tantas publicações do Confaz e dos governos estaduais o que muda no ICMS em 2021?

Existem diversos benefícios fiscais que serão encerrados em 31 de dezembro de 2020, o que significa que o contribuinte vai pagar mais ICMS no próximo ano e o consumidor deve sentir no bolso o repasse nos preços!

Vale lembrar que nos últimos anos o CONFAZ prorrogou a vigência de diversos benefícios fiscais, mas não sabemos se isto vai ocorrer outra vez este ano.

Mas não é só com o fim dos benefícios fiscais autorizados pelo CONFAZ que o empresário e o profissional da área fiscal devem ficar atentos!

Pacotes de Ajustes Fiscais prometem elevar a carga tributária do ICMS e provocar aumento nos preços das mercadorias

Depois da crise provocada pela Covid-19, os governadores estão se movimentando para recuperar a arrecadação do ICMS a partir de 2021.

O Estado de São Paulo, por exemplo, aprovou em regime de urgência (PL 529/2020) o Pacote de Ajuste Fiscal, com a finalidade recuperar a arrecadação nos próximos dois.

ICMS – O que muda no ICMS em SP a partir de 2021

Com a publicação da Lei nº 17.293/2020, que aprovou o Pacote de Ajuste Fiscal, o Estado de São Paulo passou a considerar benefício fiscal ICMS com alíquota inferior a 18%.

Por conta do art. 22 da Lei nº 17.293/2020, o governador João Dória publicou no dia 16/10 três Decretos que devem provocar aumento da carga tributária nos próximos anos.

Os Decretos nºs 65.253, 65.254, e 65.255 alteraram:
– As alíquotas do ICMS (Art. 53-A e 54 do RICMS/00);

– o Artigo 8º do regulamento do ICMS, para criar figura da isenção parcial, e com isto alterou diversos artigos do Anexo I, do RICMS/00;

– Redução da base de cálculo do ICMS, Anexo II do RICMS/00; e

– Crédito outorgado do imposto, Anexo III do RICMS/00.
Além destas alterações, revogou diversos dispositivos do regulamento do ICMS.

A sua empresa calcula ICMS com carga tributária inferior a 18% no Estado de São Paulo? Realiza operação beneficiada pela Isenção ou faz uso de crédito outorgado para reduzir a carga tributária do imposto? Então revise estas operações para atualizar os parâmetros fiscais.

A partir de quando vale estas alterações?

Serão válidas a partir de 1º de janeiro e 15 de janeiro de 2021.

Diante do aumento da carga tributária do ICMS e ameaça de elevação dos preços, a Fiesp foi à justiça.

Fiesp vai à justiça para suspender Lei nº 17.293/2020 que aumenta ICMS em SP

Confira nota veiculada pela Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender a lei 17.293/20 que “estabelece medidas voltadas ao ajuste fiscal e ao equilíbrio das contas públicas”.
O Projeto de Lei 529/2020 apresentado pelo governo estadual e agora convertido na Lei 17.293/2020 prejudica importantes setores produtivos e a própria população ao permitir aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de itens como medicamentos e produtos básicos, como ovos e escovas de dente. Para evitar a penalização, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entrou, na terça-feira (20/10), com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo a suspensão da aplicação do artigo 22 da Lei 17.293/20, incisos I e II e seu § 1º dos decretos estaduais nºs 65.252, 65.253, 65.254 e 65.255, referentes à mesma Lei.

A lei dá autorização legislativa para o chefe do Executivo estadual renovar ou reduzir benefícios fiscais, entendendo como beneficiado qualquer produto com alíquota de ICMS inferior a 18%. Cabe destacar que parcela significativa dos itens relacionados no artigo 34, da Lei estadual nº 6.374/89 (Lei do ICMS) está abaixo da alíquota de 18% e são essenciais para o consumo popular. Um aumento do ICMS resultará no aumento do preço de produtos como ovos, carne, farinha de trigo, escovas de dente e medicamentos genéricos.

“Com a majoração inconstitucionalmente permitida por essa norma, haverá aumento do ICMS e, inevitavelmente, um aumento no preço desses bens, com repasse dos valores aos consumidores que já estão com uma renda reduzida e comprometida por conta dos prejuízos causados pela pandemia de Covid-19”, diz a ação da Fiesp.

A redução das perdas de arrecadação por parte do governo estadual nos últimos meses e a sua previsão de normalização neste mês de outubro também tornam injustificável a adoção de uma medida como essa.

“Uma elevação abrupta da carga tributária prejudica a todos, a população, a indústria e os demais setores produtivos, especialmente em um momento tão delicado de recuperação da economia”, diz o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf.

Segundo a ação movida pela Fiesp, é inconstitucional o Legislativo delegar ao Executivo poder para subir alíquotas de ICMS que estejam abaixo de 18% por decreto. Conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de incentivos fiscais de ICMS é um ato complexo, que demanda convênio autorizativo do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e instituição por lei de cada unidade federativa. O artigo 22 da Lei nº 17.293/2020 viola o princípio constitucional de garantia dos contribuintes paulistas, que limita o poder de tributar do Estado, e viola os princípios fundamentais da segurança jurídica.

Com a da Fiesp o empresário já pode desconsiderar as alterações promovidas no regulamento do ICMS do Estado de São Paulo? NÃO. A suspensão das alterações nas regras do ICMS depende de decisão do STF.

Rotina no final do ano nas empresas e área fiscal

Para evitar equívocos, é preciso acompanhar as alterações nas regras tributárias e fiscais e alterar os parâmetros das operações para emissão correta do documento fiscal, apuração dos tributos e entrega das obrigações acessórias.

Com este cenário, ainda que a tão esperada Reforma Tributária não saia do papel em 2020, os profissionais da área fiscal já terão muito trabalho para orientar os contribuintes.

Evite o elemento surpresa! Se a sua empresa está estabelecida no Estado de São Paulo revise as regras fiscais do ICMS!
Fonte: Siga o Fisco

FATOR R DEVE SER LEVADO EM CONTA PARA AS EMPRESAS QUE OPTAREM PELO SIMPLES NACIONAL EM 2021

Fim do ano chegando e os empreendedores brasileiros bem sabem que essa é a hora de escolher o melhor regime tributário para 2021. Se a escolha for feita errada, a empresa terá que arcar com prejuízos durante 365 dias, já que a legislação brasileira não permite trocas no decorrer do exercício.

Por outro lado, todo mundo sabe o quanto é complexo o sistema tributário brasileiro. Então, é muito importante conhecer e se atualizar acerca do emaranhado de normas que regulam o recolhimento dos impostos, taxas e contribuições. Para que essa tarefa não se torne um pesadelo, o Portal Dedução alerta hoje para o Fator R do Simples Nacional, o regime tributário diferente e simplificado, previsto na Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

Mas, o que é isso, afinal?

Ocorre que, dez anos depois da publicação da legislação que trouxe à nossa realidade o Super Simples, foi publicada a Lei Complementar n° 155/2016. Com isso, muitas empresas passaram a ter suas atividades movimentando-se entre os Anexos III e V. Tudo porque uma das alterações da Lei Complementar nº 155 foi a extinção do Anexo VI. Assim, as atividades referentes a este Anexo estão hoje no Anexo V. E, justamente por causa dessa mudança, que o Fator R passou a vigorar.

O “Fator R” é uma ordenação de cálculo feita uma vez por mês para ela saber se será tributada no Anexo III ou V do Simples Nacional. Tudo porque a diferença de impostos existente entre esses dois Anexos é muito expressiva.

Para melhor explicar, analisemos os parágrafos §§ 5-J e 5-M do artigo 18 da Lei Complementar n°123, que diz o seguinte: “se a proporção entre a folha de pagamento (incluindo o pró-labore) e a receita bruta da empresa dos últimos 12 meses for igual ou acima de 28%, dependendo da atividade econômica que exerce, a empresa deixará de ser tributada no anexo V e passará a ser tributada no anexo III”.

Cálculo

Então, para calcular o Fator R no Simples Nacional, é necessário fazer a seguinte matemática: Fator R = Folha de salários dos últimos 12 meses / Receita bruta acumulada dos últimos 12 meses.

Se o resultado da conta faturamento/folha de pagamento for igual ou superior a 28% então a empresa está enquadrada no Anexo III. Por sua vez, se a alíquota for inferior a 28%, a empresa está enquadrada no Anexo V.

O Fator R não é válido para todas as empresas. As atividades profissionais que podem se aproveitar dele são: administração, locação e cobrança de alugueis de imóveis de terceiros; academias de artes marciais, dança, capoeira, ioga, atividades físicas, desportivas, de natação; escolas de esportes; elaboração de programas de computador de jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos na própria empresa; pessoas jurídicas que licenciam ou transferem o direito de uso de programas de computação elaborados; planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas web, desde que desenvolvidos na própria empresa; montadores de estandes para feiras; laboratório de análises clínicas; serviços de tomografia; diagnósticos médicos por imagem, ressonância magnética e registros gráficos e métodos óticos; serviços de prótese em geral; fisioterapia; medicina, medicina laboratorial, enfermagem; odontologia e prótese dentária; psicologia e psicanálise; terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia; clínicas de nutrição e vacinação; bancos de leite; arquitetura e urbanismo; serviços de comissária, de despachantes, de tradução e de interpretação; engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodesia, testes, suportes e análises técnicas e tecnológicas; pesquisa; agronomia; medicina veterinária; design, desenho e desenho técnico; serviços intelectuais; jornalismo; publicidade; auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração; perícia e avaliação; representação comercial e atividades de intermediação de serviços a terceiros.
Anexo III
Anexo V
Fonte: Dedução.com.br

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5 FORMAS PARA VALIDAR UMA IDEIA DE NEGÓCIO

Com a chegada da pandemia, muitas pessoas enxergaram o empreendedorismo como uma forma de ganhar dinheiro. Para se ter uma ideia, entre março e julho deste ano, 600 mil trabalhadores se tornaram MEIs (Microempreendedor Individual), atingindo um crescimento de 20% em comparação com o mesmo período de 2019.

Mesmo com o cenário de crescimento de empreendedores aqui no Brasil é preciso mostrar uma realidade: a maioria dessas organizações nasceram sem um planejamento, sem um estudo de mercado e, muitas vezes, no susto. A prova disso é em relação ao desempenho das empresas, em que uma em cada quatro não sobrevive aos primeiros dois anos, e esse índice pode chegar a 50% nas corporações com menos de quatro anos, segundo dados do SEBRAE. Toda grande empresa enfrenta seus desafios e nas pequenas e médias, isso não é diferente.

De acordo com Gilberto Filho, CEO da Prolifere, todos os dias alguma área dá passos para inovar e mudar o mercado, independente do momento, a diferença é que com a pandemia tudo ficou mais complicado. “Muitas empresas jamais pensaram em passar por uma crise como essa e muito menos tinham reservas técnicas, isso fez com que os faturamentos congelassem, o “pânico” foi instaurado e o prejuízo bateu forte. Alguns usaram lucro de outros anos para segurar as pontas. Mas, precisamos dizer sobre algumas oportunidades que nasceram: empresas físicas que experimentaram o home office e já até devolveram suas sedes, entenderam que sim, é mais produtivo e proporciona qualidade de vida. Isso faz com que muitos locais percam suas rendas”, comenta o especialista.

Ainda de acordo com ele, antes de começar um negócio, todo empreendedor precisa saber que fracasso e sucesso andam na mesma linha e que empreender não é uma coisa fácil e crises vão aparecer. Abaixo, ele lista algumas dicas para realizar um plano de negócios e tirar a ideia do papel:

1- Estude o mercado: antes de investir em um negócio é preciso entender o porquê a pessoa quer desenvolver a ideia, é preciso ter um propósito. “Faça as seguintes perguntas: É uma cópia? Já existe algo semelhante? Tem alguma inovação de algo já existente, ao menos 1%? Está ciente que o processo é doloroso? Caso seja o que você deseja fazer, ainda se questione: Existe mercado? Por que nunca pensaram nisso? Importante: comece a girar seu primeiro MVP (Mínimo Produto Viável da Ideia), converse com amigos, conhecidos, desconhecidos e fale muito sobre o que deseja lançar”, aconselha Gilberto.

2- Valide a sua ideia: um dos maiores erros de quem está começando a empreender é que mesmo cheio de ideias, nem sempre elas são validadas por medo de serem “copiadas”. “Mas isso não deve ser um motivo de preocupação, pois uma empresa pode até amar o que você faz, investir em uma estrutura 10 vezes maior que a sua, mas no fim das contas ela não terá a sua expertise. Por isso, não tenha receio de validar a sua ideia, mas cuidado também para não revelar a cereja do bolo”, pontua.

3- Aposte em apenas uma ideia: não é necessário apostar em 10 possibilidades ao mesmo tempo, é preciso manter o foco e investir apenas em uma bem feita. “Sempre digo para as pessoas entenderem sobre tributos e impostos que são preciosos para que o resultado aconteça. Em paralelo, desenhe muito bem a persona e mantenha os pés no chão. Muitos acreditam na romantização do empreendedorismo e isso não existe. Empreender leva tempo, é difícil, duro, onde é preciso trabalhar para alcançar o sucesso”, comenta.

4- Não misture vida profissional com pessoal: por mais que seja uma dica clássica, esse é um erro que ainda persiste em muitos negócios. “Ter uma empresa não é só pensar em ganhar dinheiro, também é preciso construir resultados. A maioria das corporações precificam errado e misturam gastos pessoais com profissionais. Gerir um negócio é como viver a vida, terá alegrias, dias bons, tristezas, dias ruins, e sim, pode subir e descer”, explica.

5- Nunca deixe de estudar: investir em cursos é muito necessário para um empreendedor sempre se manter atualizado e crescer a sua empresa. “Estude, tenha objetivos claros, monte cenários escalonados, tenha metas e sempre tenha uma coisa em mente: o problema vai aparecer e, quando acontecer, saiba resolvê-lo, apenas o trabalho faz a gente recuperar os prejuízos”, finaliza Gilberto.
Fonte: Empreendedor

O INSTAGRAM SERÁ O NOVO SHOPPING NESTE NATAL?

A Covid-19 tornou o ano de 2020 o mais difícil até agora para os varejistas – de cortes de empregos a fechamentos de lojas, tem sido um teste após o outro para a indústria. Com a aproximação do Natal e da Black Friday, as campanhas e a agitação em direção a esse período do ano, conhecido como Golden Quarter nos EUA, normalmente estariam a pleno vapor.

As marcas já teriam planejado estratégias de anúncios festivos, dedicado uma grande parte de capital para investir em influenciadores e e-mails convidativos para compras. O impacto da pandemia significa que as marcas não podem mais contar com a experiência do cliente em comprar na própria loja, de ter desde o assistente prestativo até música e luzes de Natal para oferecer uma ótima vivência. Agora, a experiência marcante precisa começar na rede social e terminar com o cuidado pós-compra. No entanto, o que as marcas podem fazer para tornar o quarto trimestre ótimo para seus clientes e seus negócios?

Aprender com o bloqueio. Assim que a pandemia chegou, mudanças dramáticas em nossas vidas diárias aconteceram da noite para o dia. Para a maioria das pessoas, isso significa mais tempo online e muito menos tempo com amigos e familiares. Para as marcas, os planos e estratégias de marketing existentes tiveram de se ajustar rapidamente a este novo mundo de hábitos de consumo, com empresas como o Walmart até mesmo afirmando que seus negócios passaram por cinco anos de mudanças em cinco meses a fim de atender às necessidades dos clientes no mundo digital.

Com o bloqueio, vimos as marcas restringirem seus orçamentos de marketing. Em março, uma queda acentuada nos gastos com publicidade foi observada na Europa e nos EUA. No final de junho, no entanto, os investimentos em propaganda global aumentaram e voltaram aos níveis pré-pandêmicos, indicando que as empresas estavam se ajustando e se adaptando rapidamente à crise. Na verdade, o comportamento do consumidor durante o bloqueio forneceu às companhias insights valiosos sobre seus públicos e mostrou-lhes a importância do marketing digital na construção de comunidades e nas vendas durante uma crise. Agora, as marcas devem fazer bom uso desses insights para descobrir o que podem fazer para trazer a magia de volta neste Natal – para seus clientes e seus resultados financeiros.

Pense na experiência do consumidor primeiro. A prioridade agora para as organizações é comercializar com a experiência do cliente em mente. Neste Natal, é improvável que os fregueses queiram passar horas examinando lojas físicas. Portanto, as empresas precisarão girar e atender a um público online, garantindo que os consumidores ainda possam descobrir novos produtos e comprá-los com facilidade e simplicidade, sem ter que entrar de fato nos estabelecimentos.

Embora alguns usem plataformas de comércio eletrônico de propriedade externa, os profissionais de marketing experientes irão (se ainda não o fizeram) aos recursos de comércio social, que envolvem os consumidores conforme eles navegam por seus feeds de mídia social. Quando se trata de reconhecimento e descoberta de produtos, 60% dos usuários do Instagram agora dizem que encontram novas mercadorias no Instagram. É aqui que o comércio social é estimulante para os clientes e inestimável para as marcas.

Diferentes táticas e canais desempenham papel no alcance de públicos mais amplos e na construção da fidelidade do cliente. Se uma empresa deseja atingir a Geração Z, ela sabe que uma parceria de marca no TikTok é uma aposta segura. Para os com mais de 50 anos, os anúncios do Facebook costumam ser a melhor escolha. Uma área que se provou popular para todos os grupos demográficos nos últimos anos é o marketing de influenciadores. No entanto, conforme a pandemia se instalou, os orçamentos para esse propósito também foram reduzidos, resultando em uma diminuição de 11% no uso de influenciadores e #ad nas redes sociais durante o segundo trimestre do ano. Apesar de um declínio geral, vimos as marcas se voltando para formadores de opinião menores, que eram capazes de conduzir campanhas com sua base leal de seguidores a um custo reduzido. Olhando para o quarto trimestre, podemos esperar que o marketing de influência permaneça uma ferramenta poderosa para os profissionais da área, à medida que as marcas alavancam influenciadores de menor escala com comunidades altamente engajadas para se conectar com seu público e contar uma história mais autêntica.

A razão pela qual os próximos três meses são tão críticos para as marcas é simples: o dinheiro está curto. A pandemia não mudou apenas o estilo de vida das pessoas, mas também a forma como gastam seu dinheiro. Agora, mais do que nunca, os consumidores procuram marcas que lhes proporcionem uma experiência excepcional. Então, o que as companhias podem fazer para oferecer aos clientes uma experiência que eles adoram?

Assim como os consumidores se relacionam com os influenciadores em um nível pessoal, os profissionais de marketing devem pensar de forma criativa sobre como podem fornecer aquele toque pessoal aos seus clientes de outras maneiras – mesmo quando os consumidores não podem visitá-los pessoalmente. Um ótimo exemplo de uma marca que pensa criativamente é a empresa de beleza britânica Natural Living. Sua fundadora, Bella Middleton, mudou a experiência online, enviando amostras grátis, reescrevendo descrições de produtos e melhorando imagens para encorajar as pessoas a comprar online.

Isso fez com que os clientes existentes voltassem ao site em um momento em que os produtos de beleza caíam para o fim das listas de compras. A marca viu um grande aumento nas pessoas que compram presentes “Miss You” para entes queridos que não podiam ver pessoalmente. Qual foi a chave para seu sucesso? Simples. Ela entendeu o cenário de seu público e como seus clientes se relacionam com a empresa – então, adaptaram seus negócios às necessidades deles.

Com os compradores ainda sem vontade de correr para a rua, as marcas precisam buscar novas maneiras de trazer a experiência da loja para dentro de casa. Seria o momento de os profissionais de marketing adotarem a realidade aumentada? A FittingBox introduziu uma solução de provador virtual que permite aos compradores experimentar óculos sem entrar em uma loja. Uma alternativa divertida para atrair os consumidores online.

Embora, de acordo com John Donahoe, CEO da Nike, os consumidores estejam mais fundamentados digitalmente do que nunca, a morte do marketing físico não está próxima – apesar do que o catálogo da Argos possa sugerir. Vimos a John Lewis abrir sua loja de Natal mais cedo para impulsionar o movimento e as vendas em um momento em que muitos de nós ainda queremos tocar e sentir – e desfrutar um pouco da magia do Natal.

Com a aproximação do período de festas, o que sabemos é o seguinte: a pressão sobre os profissionais de marketing para gerar impactos reais nos negócios é maior do que nunca. Para conquistar novos compradores, as marcas devem ser capazes de se adaptar a eles, ao que eles querem e onde querem, desde o início, como nas redes sociais, até o atendimento pós-compra. Hoje, mais do que nunca, os clientes estão exigindo uma experiência omnicanal excepcional, quer saibam disso ou não. Do Facebook ao TikTok, da realidade aumentada a anúncios de TV e até mesmo promoções na loja. Os profissionais de marketing precisam das ferramentas úteis para capturar o público certo, com a mensagem correta, no momento exato. É assim que eles vão desenvolver sua comunidade e trazer seus negócios de volta aos trilhos.

À medida que os profissionais de marketing de marca concentram seus esforços de marketing ainda mais no mundo digital, podemos ter certeza de uma coisa: pelo menos neste ano, o mundo digital pode ser apenas o novo shopping.
Fonte: Empreendedor

DIMINUIR CUSTO OU DIMINUIR RISCO?

Por: Sergio Woisky
Já completamos sete meses de distanciamento social e ainda encontramos dificuldades de conversar com algumas empresas para falar sobre atividades voltadas para a redução de risco em seus negócios. Uma das respostas que mais ouvimos é “vamos aguardar esta pandemia passar e no momento ainda estamos focados na redução de custos da empresa”. Então, qual deveria ser a prioridade? Diminuir custo ou diminuir risco?

Nas primeiras semanas de março de 2020 não tínhamos nenhuma referência de situações similares anteriores, muitas empresas viram seu faturamento se reduzir rapidamente e ao mesmo tempo ter que entender a enorme quantidade de regulamentações que surgiram em março e abril: mudança e adiamento de impostos, muitas alterações de legislação trabalhista, renegociação com clientes e renegociação com fornecedores. E ainda organizar a empresa para o Home Office, em muitos casos, de forma improvisada, retirando computadores e mobiliário e enviando para a casa dos colaboradores.

Sem dúvida o gerenciamento adequado dos custos, principalmente os fixos, era essencial para adaptar o fluxo de caixa da empresa e garantir até mesmo a sua sobrevivência. Isso sem falar de custos adicionais para criar produtos e serviços para entrega online, ou o “delivery” de tudo que se possa imaginar: cursos, comida, roupas, consultoria, ginástica, médicos, psicólogos, advogados, coaches e assim por diante.

A atividade empresarial traz consigo uma série de riscos que apresentaram incremento na época de pandemia em função da quantidade de mudanças que foram realizadas e ainda em prazo muito curto. Várias situações ainda vão persistir por muitos meses e as empresas teriam que voltar a sua atenção também à diminuição de riscos, e não somente de custos. No final, riscos mal gerenciados podem levar a sérios problemas de imagem e reputação que impactam no valor da empresa, ou podem resultar em multas ou pedidos de indenizações por parte de terceiros. Como consequência a empresa pode ter que arcar com custos inesperados.

Um dos temas que podem ter sido realçados durante a pandemia é a avaliação de parceiros de negócio. Nossos avós já diziam “Diga-me com quem andas e te direi quem és”! Nada mais válido no mundo empresarial, é fundamental saber com quem fazemos negócios. Um fornecedor estratégico, que esteja deixando de recolher os impostos, pode interromper o fornecimento sem aviso prévio e com graves consequências para a empresa. Ou outro fornecedor de serviço, que tem a sua atividade classificada como trabalho análogo ao escravo e leva este problema para a empresa que o contratou, na maioria das vezes não só problema de imagem mas também multas e indenizações. Será que durante a pandemia a preocupação deveria ser só de baixar os custos dos fornecedores? Ou após o primeiro impacto, os riscos associados aos fornecedores não deveriam estar sendo avaliados para evitar problemas de suprimento ou custos não previstos?

Várias empresas com ideias para adotar o Home Office foram forçadas a implantar a prática sem muito planejamento. E ainda no meio do caminho as autoridades começaram a discutir o adiamento da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Sem dúvida, o risco de vazamento de dados, fraudes e acessos indevidos aumentou muito com o trabalho remoto. E o fato das sanções da LGPD só valerem a partir de agosto de 2021 deu a falsa impressão que as empresas têm mais 10 meses para se adaptarem, ainda que a lei esteja valendo desde 18 de setembro de 2020. Será?

Mesmo antes da LGPD, o Ministério Público e o Procon já haviam obtido indenizações de empresas que comprovadamente tiveram problemas com o vazamento de dados. E nada impede que estes órgãos continuem a trabalhar neste sentido antes do prazo para as sanções da LGPD. Aliás, no dia seguinte de vigência da lei o Ministério Público do Distrito Federal apresentou a primeira ação civil pública baseada na LGPD contra uma empresa de Belo Horizonte por comercializar dados. E na semana seguinte uma juíza de São Paulo multou uma grande construtora em R$ 10 mil pelo vazamento dos dados de um cliente que adquiriu um imóvel na planta.

O Home Office permitiu e permite uma diminuição de custos com a redução de áreas físicas, aluguel mais baixo, redução de energia, condomínio, vale transporte, entre outros custos. E os riscos, foram adequadamente mapeados com esta mudança que pode gerar novas exposições para a empresa? O impacto financeiro do aumento do risco pode consumir esta diminuição nos custos?

E, por fim, os riscos relacionados com a interação com agentes públicos estão latentes por mais que muitos órgãos públicos estejam também trabalhando em Home Office. O governo, nas três esferas, deve ser um dos maiores compradores do Brasil, isso se não for o maior. Pode ser uma oportunidade de uma nova fonte de receita para várias empresas que não tinham este foco de atuação. Os riscos de participar em licitações públicas devem ser mitigados através de processos, controles e treinamento. E o impacto do envolvimento, mesmo que involuntário, em suspeitas de práticas corruptas traz como consequência adicional, além de imagem e multas, as ações penais contra sócios e dirigentes.

As avaliações de custos e de riscos andam em paralelo até por que alguns cortes de custos podem trazer novos riscos para a empresa. Após 7 meses de isolamento social não dá mais para aguardar o final de pandemia e nem pensar somente na diminuição de custos. Já há novas formas de trabalho, novos produtos, novas formas de entrega e consequentemente novos riscos que devem ser avaliados e mitigados para garantir que as operações sejam mantidas e que a empresa preserve o seu valor.
Fonte: Contabilidade na TV

FGTS: RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PODERÁ SER FEITO VIA PIX

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira, 22, que fez um acordo com o Tesouro Nacional para que o pagamento de taxas da União, que hoje é feito por meio do Guia de Recolhimento da União (GRU), também possa ser feito pelo Pix.

Além de oferecer pagamentos e transferências instantâneas, o Pix promete facilitar o cumprimento de obrigações tributárias e acessórias. A ferramenta passará a ser uma opção para o recolhimento das contribuições do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das contribuições sociais a partir do próximo ano.

O sistema também fechou parceria com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permitindo o pagamento das contas de luz.

“Além da Secretaria do Tesouro Nacional e da Agência Nacional de Energia Elétrica, acabamos de celebrar acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Esse acordo tem como objetivo viabilizar o Pix como uma opção para o recolhimento de contribuições ao FGTS e da contribuição social a partir do lançamento do FGTS Digital, previsto para janeiro de 2021”, anunciou o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello.

Para o diretor do BC, essa parceria “contribui para a disseminação e para a adoção desse novo meio de pagamento, amplia as alternativas disponíveis à população e às empresas, melhora a experiência de pagamento do empregador e tem o potencial de trazer ganhos de eficiência e aprimoramento na gestão financeira dos recursos arrecadados”.

Recolhimento do FGTS
Chefe da Divisão de Fiscalização do FGTS da Subsecretaria da Inspeção do Trabalho, Audifax Franca Filho reforçou o potencial, lembrando que todo mês as empresas brasileiras precisam fazer o recolhimento do FGTS de seus trabalhadores. “Em 2019, empregadores de todo o Brasil emitiram e realizaram o pagamento de mais de 70 milhões de guia para recolhimento nas contas dos trabalhadores. Foram mas de R$ 120 bilhões arrecadados no ano”, contou.

Mello acrescentou que a medida ainda amplia a competição do sistema financeiro, pois permite que qualquer uma das instituições que participam do Pix recebam as guias de pagamento do FGTS e da contribuição social, que hoje são pagas apenas nas instituições conveniadas ao FGTS. E Filho afirmou que a medida ainda vai dar mais segurança e velocidade no recolhimento do FGTS e à distribuição desses valores, o que pode trazer benefícios para todos os trabalhadores que têm contas no FGTS.

O representante do FGTS disse, por sua vez, que “essa revolução tem que ser observada e seguida por outros processos”. Ele lembrou que o Pix também vai reduzir o custo dos pagamentos e, por isso, pode gerar um impacto positivo nas tarifas de arrecadação mais à frente. E contou que o governo já estuda a possibilidade de fazer o pagamento de benefícios governamentais ao cidadão por meio do Pix.
Fonte: Contábeis

ALGO MUDOU NA PANDEMIA? SEU NEGÓCIO PODE TER PIVOTADO

Quem acompanha o universo das startups já está familiarizado com o termo pivotar. De forma simples, o termo se refere a uma mudança de rota quando os empreendedores identificam novas oportunidades e adaptam a empresa para uma nova realidade.

Empresas de tecnologia, como o Google e o Facebook, carregam esse conceito em sua essência quase que como um hábito. Com a chegada de uma pandemia, a habilidade se tornou um trunfo.

A diferença é que em vez de buscar novas oportunidades, na maioria dos casos, muitas empresas mudaram nos últimos meses como única saída para sobreviver.

Exemplos dessa necessidade não faltam: lojas e restaurantes migrando sua operação exclusivamente para o on-line. Indústria automotiva produzindo equipamentos de saúde. Laboratórios de beleza sobrevivendo da venda de álcool em gel e o comércio em geral muito dependente do delivery.

Esse movimento de adaptação no modo de trabalhar diante de um cenário de incertezas e rápidas mudanças, traz grandes exemplos de pivotagem.

A crescente valorização de pequenos produtores estruturou os negócios de muitos distribuidores de alimentos frescos nos últimos anos. Restaurantes com propostas cada vez mais sustentáveis se tornaram a porta de entrada para fornecedores, como a Mar Direto, especializada em peixes e frutos do mar, se fortalecerem no ramo.

Com clientes estrelados, como a chef Bel Coelho, e dependente de um esquema de pesca sustentável, Domingos Lorca e os três sócios, responsáveis pela Mar Direto, tiveram seus pedidos zerados no final de março, quando o isolamento começou.

Os pedidos que sempre partiam de pessoas jurídicas começaram a surgir dos próprios chefs, mas como pessoas físicas. Aos poucos, amigos e outros pedidos individuais foram se acumulando. Daí nasceu um esquema de entrega, inicialmente, bem caseiro.

Habituados a entregar peixes inteiros, eviscerados e cortes mais rústicos, tudo mudou. Cortes menores dos mesmos pescados, porém limpos e porcionados. Uma alternativa que garantiu a sobrevivência, sem grandes lucros, segundo Domingos, mas acima de tudo possibilitou a permanência dos funcionários sem demissões.

A partir desse grupo de compra regular, mais pedidos foram surgindo e a novidade foi ganhando espaço nas redes sociais – canal até então inexplorado pela Mar Direto.

“Vimos a importância de trabalhar as redes sociais quando se tem como foco o consumidor final. Hoje, temos uma pessoa específica dedicada a isso”, diz Domingos.

Com um volume regular, novidades foram sendo criadas. Caixas personalizadas, molhos exclusivos, tutoriais de preparo, receitas assinadas e formato de entrega express – tudo bem do jeito que os consumidores gostam.

Embora ainda não represente nem metade do faturamento anterior à pandemia e ainda que seja o único modelo possível e praticável, o novo formato se tornou um novo braço comercial da Mar Direto, que pretende retomar a distribuição para restaurantes.

ENTREGA EM ATÉ DUAS HORAS
Algo similar aconteceu com a Içougue, que até março funcionava como distribuidora de carnes para estabelecimentos comerciais, como bares, padarias e açougues.

Até fevereiro deste ano, o modelo funcionou bem e ganhava ritmo de crescimento. Além disso, a empresa acabava de lançar uma linha de crédito para pequenos lojistas, com prazos de pagamento estendidos. Tudo ia bem até que os pedidos sumiram e os restaurantes fecharam sem previsão de reabertura.

Sem parceiros comerciais para comprar, o negócio, que é comandado por três sócios, mudou de lado e organizou uma operação emergencial de delivery direto ao consumidor. A proposta de consumo era simples e prática: porções de carnes selecionadas e embaladas a vácuo, vendidas a preço justo e entregue em até duas horas na Grande São Paulo.

Decisão tomada, o trio dedicou três madrugadas para colocar a nova plataforma no ar, que já realizou mais de 2,5 mil entregas, além de uma parceria com açougues locais para atender pedidos de outras 83 cidades e está abrindo uma filial na cidade do Rio de Janeiro.

O trio investiu também no modelo dark, que é a venda de produtos sem loja física, sendo 100% delivery. Hoje já são cinco Dark içougues em operação e há mais quatro para serem lançados – um formato que tem ajudado famílias a enfrentarem a crise empreendendo no mundo da carne.

QUEM É SEU CLIENTE?
Na opinião de Roberto Freire, CEO Américas da myWorld, operadora da Cashback World no Brasil (aplicativo que funciona como uma espécie de programa de fidelidade), todos os setores acabaram enfrentando grandes desafios neste ano devido à pandemia e suas consequências.

“A sociedade e as empresas precisaram se adaptar rapidamente e, em alguns casos, se reinventar para sobreviver”.

Freire destaca que embora a crise causada pela pandemia ainda permaneça, a economia e o comércio começam a sentir um leve reaquecimento do consumo, parte vindo de uma mudança das empresas na forma de vender seus produtos e serviços.

Dentre as lições aprendidas pelo empreendedor, o especialista destaca a percepção de que informação é o maior valor intangível que um negócio pode ter. Informações detalhadas da clientela é o que ajudará as empresas, especialmente, as menores, a desenharem sua estratégia e, posteriormente, a medirem a assertividade de cada uma delas que têm sido utilizadas, segundo Freire.

Para tanto, ele sugere uma leitura inteligente dos dados de clientes para criar a possibilidade de fazer uma comunicação personalizada para cada consumidor ou grupos de clientes.

“Esse tipo de solução entrega a possibilidade de criar campanhas, promoções especiais e até “super Cashback”, dentro da própria plataforma, para que a empresa consiga utilizar esses recursos de fidelização da forma que for mais conveniente e estratégico para o negócio”.
Fonte: Diário do Comércio